REVENDO CONCEITOS – ASSIM É A CIÊNCIA

Maio 9, 2008 by clborovik

A descoberta de uma anomalia cromossômica específica associada a um tipo específico de câncer constitui um dos paradigmas da Genética. É claro, estamos falando do cromossomo Philadelphia (Ph), produto da translocação entre os cromossomos 9 e 22, e da Leucemia Mielóide Crônica (LMC), identificado em 1960. A descoberta de uma droga desenhada para bloquear, especificamente, o produto dessa translocação, uma proteína do tipo tirosino-quinase, também constitui um paradigma. Inúmeros trabalhos, inclusive com amostras brasileiras, mostraram que o imatinib era superior a todos os outros tratamentos anteriores realizados em pacientes com LMC. Em cerca de 70% a 90% dos pacientes que recebem essa droga na fase crônica ou inicial da doença os sintomas desaparecem, juntamente com o cromossomo Ph. Mas, a maioria desses pacientes não pode deixar de tomar o remédio (que, aliás, é caríssimo). Isso quer dizer que as células com o cromossomo Ph não morrem, só param de funcionar enquanto o remédio está agindo. Além disso, o remédio não funciona em uma parte dos pacientes e em outros, ele para de funcionar depois de algum tempo. Mais alguns trabalhos científicos mostraram que esses pacientes tinham uma mutação que fazia com que a forma da proteína produzida era um pouco diferente e assim o remédio não encaixava direito. Os pesquisadores das indústrias farmacêuticas desenharam outros medicamentos parecidos que poderiam ser utilizados nesses pacientes. Mas, a observação de que as células malignas não morrem, só param de funcionar persistiu também com esses novos medicamentos. Parece que agora os cientistas estão revendo seus conceitos e começam a achar que o Interferon alfa (IFN-α) que era utilizado antes do imatinib, de fato pode eliminar a população de células malignas não só nos casos de LMC como em outras doenças mieloproliferativas. Por exemplo, os clínicos começaram a observar que os pacientes que podiam descontinuar o uso do imatinib tinham tomado IFN-α antes. Será que as indústrias farmacêuticas irão investir mais nas pesquisas do mecanismo de atuação do IFN-α na LMC ?

 

Mais informações:Nature Medicine, may 2008, Volume 14 no.5 pp494-4965

http://www.CMLALLIANCE.net

A Genética e as disparidades na saúde pública.

Abril 10, 2008 by clborovik

A Genética e as disparidades na saúde pública.

O National Institute of Health (NIH) criou no último dia 17 de março, um novo Centro de pesquisa (NICGHD) no campus de Bethesda, USA, para avaliar como as diferenças genéticas das populações afetam a saúde pública.

Vários trabalhos científicos mostram que certas doenças como obesidade, doenças coronarianas e certos tipos de câncer são mais prevalentes e mais resistentes ao tratamento nas populações Afro-descendentes e Latinas. Nesse novo centro serão desenvolvidas pesquisas que, com um enfoque genômico, irão avaliar também as inter-relações clínicas e ambientais.

O NICHGD será dirigido pelo geneticista Charles Rotimi e vai oferecer oportunidades para estudantes e cientistas de grupos minoritários americanos e de paises em desenvolvimento. Só resta saber se algum brasileiro se interessar e conseguir participar em algum desses projetos vai conseguir aplicar seus conhecimentos no Brasil….

Quem quiser saber mais é só entrar na página de novidades do NIH.

http://www.genome.gov/26525381

Clborovik’s Weblog

Abril 9, 2008 by clborovik

Teste

Abril 9, 2008 by clborovik

Bem, até que enfim consigo colocar esse programa no ar. Não está exatamente do jeito que eu queria, mas já dá para ser utilizado.

Esse programa, ou melhor, Estudo Dirigido para o Aprendizado de Citogenética, foi elaborado pelo Ricardo sob minha orientação. Foi o trabalho de conclusão do curso de especialização do Einstein.

Bom, divirtam-se e coloquem seus comentários para que possamos melhorar o programa.

Cleide

http://www.slideboom.com/presentations/2200/Aprenda-Citogenetica-Humana